quarta-feira, 10 de junho de 2009

Qdo não se tem nada para fazer inventa-se xD

Estava um belo dia de Verão com um sol escaldante quando de repente o céu escureceu.

Três passarinhos iam a passar e levaram com raios. Escusado será dizer que ficaram esturricados.


Ora, uma velhinha muito velhinha vira o que acontecera através da janela e ficou horrorizada, por isso decidiu homenagear os passarinhos, preparando-lhes um funeral.

Estava a velhinha agachada a abrir uma cova para os passarinhos e por detrás dela aparece um homem um homem com 2 metros por 2 e com uma mascara de ski na cara.

É claro que o homem nem tinha hipótese contra a velhinha e o seu cinturão negro; principalmente quando ela tem uma mala. Aquilo foi dentes, sangue…acho que até saltou um olho. Coitado do homem tentava rastejar e nem isso conseguia.


Subitamente, uns ratos gigantes apareceram, começando a devorar as tripas do homem. Então, a velhinha pegou nos pedaços do homem e colocou-os na frigideira.

Quando os netos chegaram para almoçar a velhinha disse q tinham bovino para o almoço:
“Frito e com um arrozinho branco para acompanhar”, disse a velhinha aos netinhos.

Ok! Como é que chegamos a isto?! Vamos mas é pegar numa máquina do tempo (rosa choque) e voltar atrás. Talvez…antes dos passarinhos serem fritos, coitadinhos. Ou não…

Estava uma bela manhã de Verão, os passarinhos cantavam, a velhinha amorosa (ou não) regava os cravos e o homem da mascara de ski passeava pelo bairro para escolher a sua próxima vitima.

Ou à espera de levar mais um excerto. Hehe


Não percam o próximo episodio d”As Aventuras e Desaventuras do Homem da Mascara de Ski”…porque nós também não!!

(pessoal usem a imaginação e imaginem isto a subir como nos filmes)
Créditos:
Carina Carvalho
Daniela Freitas
Samanta Martinho

musica do generico:

sábado, 4 de abril de 2009

Fanatismo

Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida,
Meus olhos andam cegos de te ver,
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!


E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!..."


(Florbela Espanca)

sábado, 21 de março de 2009

Invenção

Se é por mim que traço
o teu retrato,
a sobrancelha, a boca
o pensamento

É por ti, também
que já o guardo
e o demoro naquilo que eu
invento

A mão descida ali
o ombro inclinado

Os dedos descuidados
o gesto de que lembro

Se é por mim que faço
o teu retrato
dizendo de ti mais do que
entendo

É por ti que o testemunho
e faço:
o nariz, a face dissimulando os dentes

Deixo para o fim os lábios
os olhos deste mar
com a cor do luar
a meio de Agosto

Se desvendo de ti o sol-posto
é porque vejo o coração
amar
e nada mais me dá tamanho gosto

(Maria Teresa Horta)

quarta-feira, 11 de março de 2009

terça-feira, 10 de março de 2009

Tão linda!!!






Para todos aqueles que se sentirem tocados com a letra.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Pergunta-me...

Pergunta-me
se ainda és o meu fogo
se acendes ainda
o minuto de cinza
se despertas
a ave magoada
que se queda
na árvore do meu sangue

Pergunta-me
se o vento não traz nada
se o vento tudo arrasta
se na quietude do lago
repousaram a fúria
e o tropel de mil cavalos

Pergunta-me
se te voltei a encontrar
de todas as vezes que me detive
junto das pontes enevoadas
e se eras tu
quem eu via
na infinita dispersão do meu ser
se eras tu
que reunias pedaços do meu poema
reconstruindo
a folha rasgada
na minha mão descrente

Qualquer coisa
pergunta-me qualquer coisa
uma tolice
um mistério indecifrável
simplesmente
para que eu sabia
que queres ainda saber
para que mesmo sem te responder
saibas o que te quero dizer

(Mia Couto)